
minhalma passeante, aprimorada e tonta
quer controlar o corpo nela habitante
e, nessa luta, quanto sonho se desponta
numa lágrima morticida, palpitante.
ninguém percebe a dor contida nessa afronta
onde a fortaleza do corpo suplicante
blasfema sobre a muralha incerta e pronta
de minhalma supremíssima governante.
fortaleza e muralha, cada uma arrogante
do seu mausoléu de esplendoríssima fronte
espera guardar a outra de juízo infante
em túmulo secular de tétrico monte
onde meu corpo transforme secura arfante
no sereníssimo silêncio de uma fonte.
(Imagem: deus Hermes e segurando o deus Dioniso ; vista posterior)
Nenhum comentário:
Postar um comentário