quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

ALMA E CORPO


minhalma passeante, aprimorada e tonta
quer controlar o corpo nela habitante
e, nessa luta, quanto sonho se desponta
numa lágrima morticida, palpitante.

ninguém percebe a dor contida nessa afronta
onde a fortaleza do corpo suplicante
blasfema sobre a muralha incerta e pronta
de minhalma supremíssima governante.

fortaleza e muralha, cada uma arrogante
do seu mausoléu de esplendoríssima fronte
espera guardar a outra de juízo infante



em túmulo secular de tétrico monte

onde meu corpo transforme secura arfante
no sereníssimo silêncio de uma fonte.



(Imagem: deus Hermes e segurando o deus Dioniso ; vista posterior)

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